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O maior problema do Claude pode ter acabado.

O maior problema do Claude pode ter acabado.

Mais infraestrutura, voz mais inteligente e dispositivos pensados de raiz para IA.

By João Coucelo

O maior problema do Claude pode ter acabado.

Mais infraestrutura, voz mais inteligente e dispositivos pensados de raiz para IA.

Olá !

Esta semana a IA não abranda, e há três movimentos que mostram exatamente para onde isto está a ir.

Em 5 minutos ficas a par de tudo:

  • O Claude agora tem o dobro do uso!

  • ChatGPT ganha novo modo de raciocínio em voz

  • O “telemóvel do ChatGPT” pode estar a caminho

  • Os servidores de IA estão a sair da Terra

Queres saber mais? Vamos a isso!

O Claude agora tem o dobro do uso!

A Anthropic anunciou que os limites de utilização do Claude Code vão duplicar nos planos pagos. 

O limite de uso em janelas de 5 horas aumenta significativamente e deixam também de existir restrições em horas de pico.

Isto acontece depois da Anthropic fechar uma parceria com a SpaceX para ganhar acesso a uma quantidade absurda de poder computacional.

Segundo a empresa, o acordo dá acesso ao centro de dados Colossus 1, com mais de 220 mil GPUs da NVIDIA e mais de 300 megawatts de capacidade computacional.

Na prática, isto significa uma coisa simples: o Claude agora consegue servir muito mais utilizadores ao mesmo tempo sem rebentar constantemente nos limites.

E para quem usa Claude Code diariamente, isto provavelmente é mais importante do que qualquer benchmark novo.

Menos bloqueios.

Mais tempo real de utilização.

A corrida da IA está cada vez menos focada só em “quem tem o melhor modelo” e cada vez mais em quem consegue ter infraestrutura suficiente para aguentar milhões de pedidos sem degradar a experiência.

E honestamente, este era um dos maiores problemas do Claude nos últimos meses.

O ChatGPT agora pensa enquanto fala

Nunca gostei muito de assistentes de voz.

Ninguém quer falar com um robô numa chamada e as experiências de voz em IA pareceram mais uma demo engraçada do que algo realmente útil.

Mas o ChatGPT está a começar a mudar isso.

A OpenAI está a testar um novo modo de voz com capacidades de raciocínio mais avançadas, ou seja, não é só responder rápido. É conseguir pensar melhor enquanto fala contigo.

Na prática, isto traduz-se em:

  • Respostas mais estruturadas em conversas faladas

  • Melhor capacidade de seguir contexto longo

  • Menos respostas superficiais ou genéricas

E pela primeira vez começo a achar que isto pode fazer sentido em alguns cenários reais.

Especialmente em brainstorms, aprendizagem, preparação de ideias ou tarefas em que escrever acaba por ser mais lento do que simplesmente falar.

O “telemóvel do ChatGPT” pode estar a chegar

Nova categoria de dispositivos com IA.

Há rumores fortes de que está a ser desenvolvido um dispositivo focado em IA, muitas pessoas já lhe chamam o “telemóvel do ChatGPT”.

A ideia não é só mais um smartphone. É um dispositivo onde a IA é o sistema operativo principal e em vez de apps, tens comandos e conversas.

Algumas possibilidades que estão a ser faladas:

  • Interface baseada em voz e texto

  • Automação de tarefas sem apps

  • Integração total com serviços digitais

Se isto avançar, pode mudar completamente a forma como usamos tecnologia no dia a dia. Menos cliques, mais intenção do momento.

Mas também há dúvidas, já vimos tentativas falhadas nesta área, e mudar hábitos de milhões de pessoas não é fácil.

Na minha opinião, isto mostra que estamos a caminhar para um mundo onde a interface principal é a IA.

Se tens um negócio, isto levanta uma questão importante: como é que os teus clientes vão interagir contigo e com o teu negócio num mundo sem apps?

É exatamente aí que entram os agentes de IA, sistemas que comunicam, respondem e executam por ti.

Os servidores de IA estão a sair da Terra

O CEO da Google acha que isto vai ser normal.

Várias empresas estão a trabalhar em data centers no espaço, basicamente servidores em órbita para correr IA e processar dados fora da Terra.

Mas o que me chamou mesmo a atenção esta semana foi: o CEO da Google veio dizer que isto faz sentido e que pode tornar-se normal dentro de 10 anos.

A IA está a consumir quantidades absurdas de energia, e os data centers estão a tornar-se cada vez mais difíceis de escalar na nossa humilde terra. No espaço tens duas vantagens enormes:

Já há startups a lançar pequenos clusters para órbita, e empresas maiores já estão a preparar os primeiros testes.

Claro que ainda há muitos desafios:

  • custo de lançamento

  • radiação a afetar hardware

  • manutenção quase impossível

Mas quando começas a ver empresas destas a investir e CEOs como o da Google a validar publicamente, percebes que isto não é só hype.

Na minha opinião, isto mostra uma mudança importante.

Durante anos falámos de modelos e prompts. Agora o limite e melhoria está cada vez mais na infraestrutura. E quando isso acontece, quem controlar a capacidade de computação vai ter uma vantagem enorme.

Por isso falei do acordo do Claude com a SpaceX no início desta newsletter e falo deste aqui, isto está a acelerar rápido.

Chegámos ao fim desta edição da CouceloIA. Obrigado por estares desse lado.

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E se queres aplicar IA no teu negócio, estou a trabalhar diretamente com empresas na criação de agentes de IA que automatizam vendas, suporte e operações de forma prática e integrada com as ferramentas que já usam.

Se quiseres explorar isso para a tua empresa, responde a este email ou envia-me mensagem.

Obrigado e até à próxima!

João Coucelo