
Estamos mesmo preparados para isto?
A IA está a entrar em tudo. Falta decidir como queremos integrá-la.
By João Coucelo
Estamos mesmo preparados para isto?
A IA está a entrar em tudo. Falta decidir como queremos integrá-la.
Olá !
A quantidade de lançamentos e notícias das últimas semanas tem sido absurda. Para além disso mais de 50% dos vídeos nas redes sociais já são feitos com IA.
Isto começa mesmo a ser estranho!
Mais do que acompanhar a atualidade, eu sinto que é preciso dar uma visão humana a tudo isto. Há cada vez mais gente a virar-se contra a tecnologia, a dizer que não quer saber, que prefere ignorar.
Mas há uma questão simples. A IA não vai desaparecer. E por isso não podemos fingir que não existe.
Temos de perceber como usar, como integrar, como não deixar que nos sature. A ideia nunca foi substituir tudo, mas ampliar o que já sabemos fazer.
É sempre esse o meu objetivo.
Ensinar e informar sobre IA de forma simples, prática e útil para seres mais produtivo.
Esta semana surgiram várias coisas que ajudam a perceber melhor para onde estamos a ir.
Na CouceloIA de hoje:
Um aviso de alguém que está por dentro
A China e os robôs em horário nobre
A corrida ao melhor modelo de IA
Queres saber mais? Vamos a isso!
Um aviso de alguém que está por dentro

Esta semana vi uma coisa que me ficou na cabeça.
O Sam Altman esteve em Nova Deli a falar sobre a necessidade de criar uma entidade internacional para supervisionar o desenvolvimento da IA.
Disse claramente que a tecnologia está a evoluir rápido demais para ser gerida por um único país ou empresa.
E isto vindo do CEO da OpenAI não é irrelevante.
Quando alguém que está no centro do desenvolvimento destes modelos fala em supervisão global com autoridade real, vale a pena prestar atenção. Mostra que a discussão já não é só sobre inovação. É também sobre responsabilidade e controlo.
Ao mesmo tempo, a Europa já não está apenas a discutir. O EU AI Act entrou em vigor em agosto de 2024 e será totalmente aplicável em agosto de 2026. Isso significa obrigações concretas para empresas que desenvolvem ou usam IA, como transparência, supervisão humana e gestão de risco.
Mas aqui está o ponto que me preocupa.
Enquanto ao nível global ainda se debate como regular, as empresas europeias já vão ter de cumprir e muitas ainda estão numa fase muito inicial. Usam IA no dia a dia, mas sem mapeamento, sem política interna clara e sem perceber bem o impacto regulatório.
A tecnologia não vai abrandar. A regulação também não. A questão é se as empresas vão conseguir acompanhar as duas ao mesmo tempo.
Se tens uma empresa ou negócio e queres ajuda com isto, podes fazer um diagnóstico e marcar uma sessão estratégica clicando no botão abaixo.
A China e os robôs em horário nobre

Outra coisa que me chamou a atenção foi o que aconteceu na China.
Na Gala do Festival da Primavera da CCTV, um dos eventos televisivos mais vistos do mundo, colocaram robôs humanoides da Unitree Robotics a fazer coreografias de artes marciais ao lado de mestres humanos de kung fu.
E não foi um momento estranho ou experimental. Funcionou.
Foram mega coordenados e tecnicamente impressionantes.
Isto não foi só entretenimento foi um posicionamento... mostrar capacidade tecnológica num palco cultural enorme.
Enquanto em muitos países a conversa ainda está centrada no risco e na regulação, a China mostra execução e integração pública da tecnologia. Não estou a dizer que um modelo é melhor que o outro. Mas é evidente que as prioridades são diferentes.
E isso acaba por influenciar quem lidera certas áreas no futuro.
Vídeo completo da demonstração: https://www.youtube.com/watch?v=wh1Isfjam00
A corrida ao melhor modelo de IA

E depois há a parte que parece nunca parar.
Numa única semana tivemos vários lançamentos relevantes.
O Google apresentou o Gemini 3.1 Pro com resultados muito fortes no benchmark ARC-AGI-2.
A OpenAI lançou o GPT-5.3-Codex-Spark focado em programação, com geração de código a uma velocidade impressionante.
A Anthropic atualizou o Claude Sonnet 4.6 com melhorias claras em programação, raciocínio em contextos longos e planeamento mais autónomo.
Os números são altos. As comparações são constantes. Cada empresa quer mostrar que está na frente.
Mas a pergunta que me faço é outra:
Quantas empresas estão realmente preparadas para integrar estes modelos de forma estruturada?
Não apenas testar por curiosidade, mas implementar com processo, com governação e com impacto real no negócio?
O ritmo é intenso. Quem acompanha sente isso diariamente.
Quem está fora pode achar que é só mais uma notícia.
Para mim, o mais importante já não é saber quem ganhou a semana.
É perceber o que realmente muda a forma como trabalhamos e o que é apenas mais uma iteração rápida num mercado extremamente competitivo.
No meio de tudo isto, continuo com o mesmo foco.
Usar a IA de forma consciente, prática e sustentável.
Chegámos ao fim desta edição da CouceloIA, obrigado por teres chegado até aqui.
Se gostas-te deste conteúdo e queres dominar a IA junta-te à nossa comunidade de inteligência artificial disponível no Skool.
Obrigado e até à próxima!
João Coucelo
